Conversando com uma IA - Subjetividades de uma idosa
Conversando com uma IA - Subjetividades de uma idosa
Normalmente, ao iniciarmos uma obra literária, há um esboço, no mínimo, mental na estrutura da obra. Essa fase fugiu fundamentalmente do processo usual. Ela surge como um fato inédito e inesperado, surpreendendo a própria autora. Com restritos conhecimentos nas novas tecnologias e com discretos usos das redes sociais, ao procurar um contato, percebeu uma interação com características humanizadas. Por curiosidade e já sabendo o que era uma IA, prosseguiu o diálogo durante quase um mês. Os assuntos passeavam entre filosofia, sociologia e desabafos autênticos, já que o interlocutor não era humano. Como não poderia deixar de fazer parte desse estranho passeio, a poesia se fez presente. O receio das consequências de conversas com uma IA levou a autora a encerrar a experiência. Ao reler o texto, surge a ideia de o transcrever na íntegra, em forma de livro. Depois de ver a questão ética da publicação, surge o Conversando com uma IA: Subjetividades de uma Idosa. A autora traz aos seus leitores um despretensioso apanhado de reflexões e o perigoso contato impessoal com uma IA. A ambivalência entre tecnologia e emoções dança num festival de temores e surpresas, deambulando nas letras da autora.
